Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Papa Francisco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Papa Francisco. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Francisco recebe missionários do Caminho Neocatecumenal

O Santo Padre recebeu em audiência, na Sala Paulo VI, no Vaticano, no final da manhã deste sábado (1), cerca de oito mil membros da comunidade do Caminho Neocatecumenal.

Em seu discurso, o Papa cumprimentou a equipe internacional, responsável pela comunidade, os sacerdotes, os seminaristas, os catequistas e as inúmeras crianças, "dando graças a Deus pela alegria da fé e o ardor do testemunho cristão dado pela numerosa comunidade".

A seguir, o Pontífice dirigiu uma saudação especial às 75 famílias que serão enviadas, às diversas partes do mundo, para anunciar e testemunhar o Evangelho, e as agradeceu pela generosidade e por tudo o que fazem na Igreja e no mundo.

Toda "Missão entre os Povos" (Missio ad Gentes), é composta de quatro famílias com seus filhos, geralmente famílias numerosas, um sacerdote, um seminarista e duas mulheres solteiras. Um total de 20 ou 30 pessoas, que deixam seus trabalhos, sua casa e parentes para se dedicar à missão no mundo. Atualmente, cerca de 230 famílias estão presentes em 52 cidades.

Assim, o bispo de Roma fez algumas "recomendações" às 75 famílias que partirão em missão:

"A primeira é ter o máximo cuidado em edificar e manter a comunhão no seio das Igrejas particulares, onde irão atuar. O Caminho Neocatecumenal tem seu carisma e dinâmica próprios, um dom que, como todos os dons do Espírito, tem uma profunda dimensão eclesial: pôr-se à escuta da vida das Igrejas, valorizando suas riquezas, sofrendo pelas suas fraquezas e caminhando juntos, como único rebanho, sob a guia dos pastores das Igrejas locais".

O Santo Padre lembrou aos missionários que, onde quer que estejam, o Espírito de Deus sempre chegará antes, preparando os corações. "Mesmo nos lugares mais distantes, nas culturas mais diferentes, Deus planta sempre a semente do seu Verbo. Daqui brota a necessidade de fazer atenção ao contexto cultural, no qual atuam. Muitas vezes, são ambientes bem diferentes dos próprios: é preciso aprender a língua local, às vezes difícil, e adaptar-se à cultura. Trata-se de um esforço que é imprescindível", recomendou o Pontífice.

Por isso, Francisco concluiu seu discurso, encorajando e exortando as famílias, que partirão em missão, a levar, sobretudo nos ambientes menos cristãos e nas periferias do mundo, o Evangelho de Jesus Cristo.

"Evangelizem com amor, levando a todos o amor de Deus. Digam aos que encontrarão em seu caminho missionário, que Deus ama o homem, como ele é, com suas limitações, erros e pecados. Sejam mensageiros e testemunhas da infinita bondade e inesgotável misericórdia do Pai".

Por fim, o bispo de Roma confiou todas as famílias em missão à proteção da Virgem Maria, para que inspire e sustente sempre seu apostolado. "Na escola de Maria, nossa terna Mãe, vocês serão missionários zelosos e jubilosos!", concluiu o Papa.

Com informações de Canção Nova Notícias.
Da redação do Portal Ecclesia.

Padre brasileiro recebe telefonema de Francisco e o encontra na Casa Santa Marta

O Papa Francisco continua a usar o telefone para fazer contato com algumas pessoas que lhe escrevem, provocando surpresa e comoção. Desta vez, o destinatário do "telefonema pastoral" foi o sacerdote brasileiro Gleison de Paula Souza.

Um dia após Francisco receber sua carta, ligou para ele, convidando-o a ir até a Casa Santa Marta, no Vaticano, onde confessou. No encontro, o Santo Padre exaltou a figura dos santos piemonteses, terra de origem de sua família: "'Il Cottolengo' é uma obra bonita, a sua vocação é bonita, dentro daquele quadro dos santos piemonteses do século XIX, com um laicismo feroz, um anticlericalismo feroz, maçonaria feroz e então surge dom Bosco, Cafasso, dom Orione, o Cottolengo, e também as mulheres, tantas mulheres santas".

"Eu escrevi uma carta ao Papa Francisco - explicou padre Gleison - e a entreguei a uma amiga para que a fizesse chegar ao Papa pessoalmente. Ela o fez durante a visita à paróquia do Sagrado Coração de Jesus no dia 19 de janeiro. Depois me disse que o Papa a guardou no bolso".

"Na segunda-feira, dia 20 - continuou -, estava estudando. Às 15h56 tocou o meu celular. Era um número privado, respondi. Uma voz repetiu várias vezes: 'É o Gleidson? É o Gleidson? Eu falo com Gleidson?'. Respondi: 'Sim, Santo Padre, sou o Gleidson'. E prosseguiu: 'Vejo que reconheces a minha voz. A minha voz já é muito conhecida'", brincou.

Padre Gleidson falou com Francisco sobre o que havia escrito na carta em relação ao caminho vocacional e foi encorajado pelo Pontífice. Após, Francisco lhe disse: "Venha encontrar-me". Gleidson, por sua vez, convidou o Papa a visitar a comunidade do Instituto Teológico, que respondeu não saber se era possível, mesmo a comunidade localizando-se no Monte Mario, próximo ao Vaticano, mas que o faria saber em poucos dias.

Na quinta-feira, dia 23, Francisco o chamou novamente, convidando-o para ir à Casa Santa Marta. No dia 27, às 16h15, Gleidson apresentou-se nos portões vaticanos, acompanhado do diretor da comunidade, padre Carlo Marin e o do pai espiritual, padre Giacomo Defrancesco. No encontro, o Papa "brincou conosco - disse padre Gleidson - pois com a emoção não sabíamos onde sentar e ele nos disse: 'É melhor olhar face a face os inimigos' e começou a rir. Nos surpreendeu a sua veste branca com três botões com o tecido desfiado, símbolo de sua pobreza e simplicidade".

No encontro o Papa falou da Congregação dos Orionitas, dizendo conhecê-la e recordou, que em Buenos Aires, havia feito uma experiência de voluntariado no Cottolengo de Claypole durante 15 dias, quando era noviço jesuíta.

Por fim, padre Gleison teve um encontro privado com o Papa Francisco de cerca 35 minutos, quando confessou, como havia pedido na carta. "Ele não me deu respostas - afirmou - mas me deu liberdade de refletir dizendo que está comigo".

Ao concluir o relato, padre Gledison disse que o Papa "está nos evangelizando não com palavras, mas com a sua presença acolhedora, a sua simplicidade, os seus gestos, a sua ternura".

Com informações da Rádio Vaticano.
Da redação do Portal Ecclesia 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Igreja não é grupo de elite, diz Papa ao explicar catolicidade

Na catequese desta quarta-feira, 9, Papa Francisco seguiu falando sobre a Igreja, concentrando-se, desta vez, sobre o fato dela ser “católica”. Ele destacou três significados fundamentais que explicam essa natureza da Igreja.

Francisco explicou que a palavra “católico” vem do grego ‘kath’olòn’, que significa totalidade. Com relação à Igreja, este aspecto se aplica em três significados fundamentais. O primeiro deles, segundo disse o Papa, é que a Igreja é católica porque é o espaço no qual a fé vem anunciada por inteiro, no qual a salvação de Cristo é oferecida a todos.

“Na Igreja, cada um de nós encontra o que é necessário para crer, para viver como cristãos, para tornar-se santo, para caminhar em todo lugar e em todo tempo”, disse.

Como um segundo aspecto, o Papa falou da universalidade da Igreja, uma vez que ela está espalhada em toda parte do mundo e anuncia o Evangelho a todos. “A Igreja não é um grupo de elite, não diz respeito somente a alguns. A Igreja não tem trancas, é enviada à totalidade das pessoas, à totalidade do gênero humano”.

Por fim, o Santo Padre destacou que a Igreja é católica porque é a “Casa da harmonia”, onde unidade e diversidade combinam-se para formar uma riqueza. Ele citou como exemplo a sinfonia, que é a harmonia entre diversos instrumentos que tocam juntos.

“Na sinfonia que vem apresentada todos tocam juntos em ‘harmonia’, mas não é cancelado o timbre de cada instrumento, a peculiaridade de cada um, antes é valorizada ao máximo! É uma bela imagem que nos diz que a Igreja é como uma grande orquestra na qual há variedade: não somos todos iguais e não devemos ser todos iguais”.

O Papa ressaltou que esta não é uma diversidade que entra em conflito, mas que se deixa unir em harmonia pelo Espírito Santo, o verdadeiro “Maestro”.

“Rezemos ao Espírito Santo, que é propriamente o autor desta unidade na variedade, desta harmonia, para que nos torne sempre mais ‘católicos’, isso é, nessa Igreja que é católica e universal”.

Fonte: Canção Nova Notícias