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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Explicações de Dom Luís sobre a demissão do Papa.


Diante da situação vivida pela Santa Igreja nos últimos dias, e atendendo a pedidos de orientação acerca do assunto, Dom Luís Ferrando, bispo da Diocese de Bragança, escreveu algumas orientações a todos os diocesanos afim de não ficarmos apenas a mercê das especulações publicadas na mídia. Segue…
Estamos às vésperas de um acontecimento histórico: a celebração de um Conclave sendo ainda vivo o Pontífice anterior, neste caso o Santo Padre Bento XVI.
Trata-se de algo inusitado; por isso muitos estão desorientados diante desse fato. Talvez uma palavra seja útil para ajudar a compreender o que está acontecendo, depois da renúncia do Papa ao seu cargo pontifício anunciada no dia de 11 de Fevereiro 2013, e que se concretizará às 20 horas de Roma no dia de 28 de Fevereiro de 2013.
O Papa pode demitir-se?
Antes que mais nada é bom saber que o Papa tem o poder de resignar suas demissões. O Código de Direito Canônico prevê esta possibilidade. Na história bimilenar da Igreja Católica isto aconteceu somente poucas vezes: por isso o anúncio das demissões voluntárias do Papa pegou muitos de surpresa e suscitou inúmeras reações nos meios de comunicação.
Por que o Papa se demitiu?
Os motivos anunciados pelo próprio Papa são a falta de forças para atender aos gravíssimos empenhos que os tempos atuais exigem do Papa; a idade avançada (86 anos); o desejo de deixar que outro Papa mais jovem possa enfrentar com maior proveito por parte da Igreja os assuntos importantes de ordem eclesiástica e mundial. Outros motivos alardeados pelos meios de comunicação não passam de hipóteses que às vezes são destituídas de qualquer fundamento.
A quem o Papa anuncia suas demissões?
Acima do Papa não tem outra autoridade se não a de Deus. Bento XVI deve ter-se perguntado profundamente se era ou não oportuno demitir-se do cargo de Papa! Deve ter interpelado muitas vezes a voz de Deus no segredo de sua consciência para tomar uma decisão como esta! Deve ter pesado muito bem as motivações que o convenceram a afastar-se do ministério petrino! Não cabe a nós julgar ou condenar.
O que vai acontecer agora?
Depois do dia 28 de Fevereiro, às 20 horas, não teremos mais um papa: Bento XVI deixará de ser o sucessor de São Pedro e a sede do sucessor de Pedro ficará vacante, à espera de um novo sucessor. Este sucessor será eleito pelos cardeais que já estão chegando a Roma (Itália). A partir dos primeiros dias de Março 2013 eles começarão a se reunir para levantar as problemáticas mais urgentes da Igreja e do mundo. Ao mesmo tempo começarão a analisar nomes para possíveis sucessores de Bento XVI. Em tudo isso o que guia os cardeais é o bem da Igreja. Sendo eles humanos podem defender seus pontos de vista com certo “fervor”, procurar adeptos para o candidato escolhido, etc. Não se trata de uma eleição política, mas não deixa também de ser uma eleição que envolve problemas concretos da vida, diversas e possíveis soluções, pontos de vista diferentes e, claro, candidatos diferentes.
O que é o Conclave?

O termo “Conclave” significa “com chave” e indica o fechamento da porta da Capela Sistina depois que os cardeais eleitores têm entrado nela. Dentro desta capela fechada “com chave” para que nenhum estranho entre a perturbar o trabalho dos cardeais, vão acontecer as votações: cada cardeal recebe uma cédula para votar, e nela escreve o nome do seu candidato. Em seguida faz-se a conta dos votos e se um candidato não tem recebido a maioria absoluta dos votos, a votação não será válida e as cédulas serão queimadas com substâncias que produzem uma fumaça negra, sinal clássico para dizer que ainda não foi eleito o Papa. Proceder-se-á assim a novas votações até um cardeal receber a maioria absoluta dos votos dos presentes. A esta altura o eleito é interrogado se aceita ou não a função de Papa. Se a resposta for negativa procede-se a novas votações. Se a resposta for positivo o eleito se torna Papa desde aquele momento e tem imediatamente todos os poderes de Papa.
Teremos dois Papas?
Não. Bento XVI volta a ser aquele cardeal que era antes de ser eleito Papa, se retirará num lugar a parte e o novo eleito será o nosso novo e único Papa.
Como viverá Bento XVI?
Alguns dizem que se retirará num convento de clausura; outros dizem que viverá em Castel Gandolfo, que é casa de verão dos Papas. De fato, ainda não é claro onde Bento XVI se retirará. Não será evidentemente esquecido pelo novo Papa, que não lhe deixará faltar nada.
Como devemos tratar Bento XVI?
Com muita gratidão: rezando por ele, louvando e agradecendo a Deus pelo que Bento XVI, realizou para a Igreja. Mas ao mesmo tempo rezemos para que o Espírito Santo ilumine os cardeais para que saibam conduzir-se conforme a vontade de Deus, e não por interesse pessoais.
Dom Luís Ferrando
Bispo da Diocese de Bragança Pará

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI anuncia renuncia.

Eis as palavras com que Bento XVI anunciou a sua decisão:

"Caríssimos Irmãos,convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. 

Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. 

Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus."
Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Fonte: http://www.news.va/pt

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DOM Luiz ferrando bispo da diocese de Bragança compelta 72 anos de vida

Natural da Itália, Dom Luís Ferrando nasceu em uma pequena comuna italiana Chamada Agazzano da região Emília-Romanha, Província de Piacenza.
Em 10 de abril de 1996, foi eleito Bispo pelas mãos do Beato Papa João Paulo II. No mesmo mês de sua ordenação Presbiteral, mas em anos diferentes, Dom Luís Ferrando recebe sua Sagração Episcopal em 05 de maio de 1996. 

Um mês após sua Sagração Episcopal, Dom Luís Ferrando tomou posse como o novo Bispo da Diocese de Bragança – Pará; substituindo o até então Bispo da Diocese, Dom Miguel Maria Giambelli.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Diocese de Bragança realizou a assembleia diocesana 2012

Nos dias 26, 27 e 28 de novembro no centro de formação (EFAC), aconteceu mais uma edição da assembleia diocesana. Padres dos quatros distritos da diocese estiveram presentes. A assembleia tem o objetivo de avaliar os desenvolvimentos das pastorais e movimentos da diocese de Bragança, que são prioridades até o ano de 2013.  As prioridades estão voltadas para a Pastoral Catequética, Pastoral do dizimo, Juventude, Pastoral Familiar e formação de leigos.
Ao final da assembleia, foram anunciadas por Dom Luiz Ferrando algumas transferências de padres e diáconos. De acordo com o secretário da Assembleia, Pe. Aldo Fernandes, as transferências ficaram assim:
Pe. Marcio Almeida sai da Paróquia de Paragominas e se torna Vigário de Augusto Correa.
Pe. Arimateia sai da Paróquia de Augusto Correa e, será Vigário auxiliar em Paragominas.
Pe. Lucivaldo (Hoje, Vigário auxiliar na Catedral) sai da Catedral e se tornar vigário auxiliar da Paróquia de Ipixuna.
Pe. José Maria sai da Paróquia de Rondon do Pará e vai morar no seminário Paulo VI, para estudar e ser confessor.
Pe. Aldo Fernandes deixa a direção do Instituto de Pastoral Regional (IPAR) para estudar Teologia Dogmática no Rio de Janeiro.
Pe. Fernando, que recentemente foi ordenado, vai residir na Cúria Diocesana para auxiliar na catequese e ao mesmo tempo assume a função de vigário auxiliar na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em Bragança.
O recém-ordenado, Pe. Aldeci auxiliará o Padre Valter em Mãe do Rio.
O diácono Maeldon será auxiliar do Pe. Marcio em Augusto Correa.
Diácono Mayro, irá trabalhar como auxiliar na Paróquia de Paragominas.

Fonte: http://www.fundacaoeducadora.com.br/fec/

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Diocese de Bragança ganha 2 novos padres

Jesus respondeu-lhe: “É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. (Jo 18, 33b-37)

No domingo, 25, a Igreja celebrou a solenidade de Cristo Rei. No mesmo instante a diocese de Bragança ordenava dois jovens para o ministério do sacerdócio: Fernando Dutra e Aldeci Teixeira. A cerimônia aconteceu na cidade do Rondon do Pará, Sudeste Paraense, no ginásio municipal. Fiéis de toda diocese lotaram a quadra de esportes da Cidade.

Antes da solenidade, Aldeci não segurava as lágrimas e a emoção, quando abraçava seus pais. O olhar ansioso transparecia uma vida de missão e dedicação ao povo de Deus em suas pastorais. Fernando Dutra tentava “dribla” a ansiedade e a emoção com sorrisos e conversas. Os eleitos entraram no ginásio ao som do hino “Marcha da Igreja”.

A grande festa iniciou às 9h da manhã, a missa foi celebrada pelo Bispo da diocese de Bragança, Dom Luís Ferrando e, concelebrada pelos Padres da diocese.
Padre João Ribeiro, Vigário na Cidade de Ulianópolis, testemunhou a vida de Aldeci Teixeira e Fernando Dutra. Ainda como reitor Padre João Ribeiro acompanhou a vida missionária dos eleitos.

Os neo-sacerdotes se emocionaram no momento de agradecer aos pais, aos padres e parentes que os ajudaram na dura e longa jornada de seminário. 

fonte(Diocese de Bragança)

sábado, 24 de novembro de 2012

Bento XVI preside o quinto Consistório deste pontificado

O Vaticano divulgou o esquema de celebração do Consistório para a criação de seis cardeais neste sábado, 24 de novembro. Este é o quinto Consistório no Pontificado de Bento XVI. O rito de entrega do barrete e do anel vai ocorrer na Basílica de São Pedro, a partir das 11h (pelo horário de Roma), segundo divulgou o Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.   
 Os novos cardeais são o patriarca libanês Béchara Boutros Raï, de 72 anos; o estadunidense Dom James Michael Harvey, de 63 anos, até agora Prefeito da Casa Pontifícia; Dom John Olorunfemi Onaiyekan, de 68 anos, Arcebispo de Abuja (Nigéria); Dom Rubén Salazar Gómez, com 70 anos, Arcebispo de Bogotá (Colômbia); Dom Luis Antonio Tagle, de 55 anos, Arcebispo de Manila (Filipinas); e o Arcebispo indiano Dom Baselios Cleemis Thottunkal, de 53 anos, que se vai tornar o mais jovem membro do colégio cardinalício.

Após a proclamação das leituras e da alocução, Bento XVI vai ler a fórmula de criação e proclamará solenemente os nomes dos seis cardeais, para os unir com “um vínculo mais estreito à Sé de Pedro”. Depois terá lugar a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores, “agora e para sempre”. Cada um ajoelha-se, para receber o barrete cardinalício, que Bento XVI impõe “como sinal da dignidade do cardinalato”, significando que todos devem estar prontos a comportar-se “com fortaleza, até à efusão do sangue".

O Papa oferece ainda um anel aos novos cardeais para que se “reforce o amor pela Igreja”, seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma (título ou diaconia) – que simboliza a “participação na solicitude pastoral do Papa” na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz. Ainda no sábado, ocorrerão as visitas de cortesia aos novos cardeais, no Vaticano.

No domingo, solenidade litúrgica de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, o Papa vai presidir à missa com os novos cardeais, a partir das 09h30, na Basílica de São Pedro, no horário de Roma.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dom Pedro José conti, Bispo de Macapá visitará Paragominas pelo círio 2012

A paroquia do Sagrado coração de jesus fez um convite, a uma pessoa muito querida da cidade de Paragominas  e o bispo de Macapá dom pedro José conti. depois de muito tempo sem visitar Paragominas ele celebrara a missa do dia 17 que a transladação e do dia 18 dia do círio 20 anos. por isso a nossa equipe do blog EVANGELIZAR É PRECISO. irá disponibilizar a biografia de DOM PEDRO.


Bispo Diocesano de Macapá - PA
Dom Pedro José Conti
Nascimento: 10/10/1949 Local: Brescia / Itália    
Ordenação Presbiteral: 12/06/1976 Local: Brescia / Itália
Nomeação Episcopal: 27/12/1995
Ordenação Episcopal: 18/02/1996 Local: Conceição do Araguaia - PA
 No cargo desde: 29/12/2004
Lema: "Domine, tu scis quia amo te" ( Senhor, tu sabes que eu te amo).
Atividade Antes do Episcopado: Foi Vigário Cooperador na Paróquia do Divino Espírito Santo em Brescia na Itália no período de 1976 à 1982, Pároco da Catedral de Bragança do Pará e Pároco da Paróquia de Paragominas-PA (1983-1996).
Atividade Durante o Episcopado: Foi Secretário da CNBB Norte 2.
Estudos: Filosofia: Seminário Teológico de Brescia / Itália. Teologia: Seminário Teológico de Brescia / Itália. E doutoramento  em Engenharia Eletrônica no Politênico de Milão na Itália.

dom pedro atualmente e bispo de Macapá  e o nosso blog irá colocar logo abaixo o histórico de sua diocese.


A Diocese de Macapá integra o Regional Norte II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB. Foi criada a 01 de fevereiro de 1949 pela Bula Unius Apostolicae Sedis do Papa Pio XII, desmembrada da Arquidiocese de Belém do Pará. Foi confiada pela Santa Sé ao cuidados do Pontifício Instituto da Missões.A 3 de outubro de 1980, pela Bula Conferentia Episcopalis Brasilienis do Papa João Paulo II, foi elevada a Diocese.
Administrador Apostólico: Pe. Aristides Pirovano, PIME (1950-1955). 1° Bispo Prelado: D. Aristides Pirovano, PIME (1955-1965). 2° Bispo Prelado e 1° Bispo: D. José Maritano, PIME (1966- 1983). 2° Bispo: D. Luiz Soares Vieira (1984-1991). 3° Bispo: D. João Risati, PIME (1993-2003); 4° Bispo: D. Pedro José Conti (desde 2004).
Situação Geográfica
Abrange todo o Estado do Amapá e pequena parte do Arquipélago Amazônico. Limites: Guiana Francesa, Oceano Atlântico, Suriname, Diocese de Santarém (PA) e Prelazia de Marajó (PA) e Xingu (PA).
Municípios
Afuá PA, Amapá AP, Calçoene AP, Cutias AP, Ferreira Gomes AP, Itaubal AP,  Larajal do Jari AP, Macapá AP, Mazagão AP, Oiapoque AP, Pedra Branca do Amapari AP, Porto Grande AP, Pracuúba AP, Santana AP, Serra do Navio AP, Tartarugalzinho AP e Vitória do Jari AP.


sábado, 3 de novembro de 2012

Igreja faz memória dos Fiéis Defuntos e celebra a esperança na vida eterna


Neste dia 2 de novembro celebra-se o Dia de Finados, momento de fazer memória aos parentes e amigos já falecidos, em uma manifestação pública de afeto. Para os cristãos, este é também o momento de olhar para o futuro e ter o conforto de saber que o destino está em Deus e que a morte nada mais é do que o nascimento para a vida eterna.


O Salvador ilumina o mistério da dor, quer pessoal, quer social. Cristo ensina a olhar a morte além da angústia e do medo. Ele venceu o lado angustiante da morte, através da sua Ressurreição. E, através da Ressurreição, foi possível abrir a porta da esperança para a eternidade. Cristo transformou a morte, que anteriormente era vista como um túnel escuro e sem saída, em uma passagem luminosa, um caminho para a Páscoa de cada um.

Na Epístola aos Tessalonicenses, São Paulo afirma: “Não queremos, irmãos, que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim precisamos crer também que Deus levará, por Jesus e com Jesus, os que morreram.” “Consolai-vos, portanto, uns aos outros com estas palavras” (cf. I Tessalonicenses, 4,13 a 15 e 18).
Desta forma, é necessário perceber que, em Cristo, a morte pode ser enfrentada e vencida. Segundo o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro Dom Nelson Francelino, em artigo publicado em ocasião do dia de finados de 2011, apesar de ser uma experiência dolorosa, viver em comunhão com o Senhor permite que a morte final tome um significado novo: “Certamente a morte continua dolorosa, ela nos desrespeita; mas, se no dia a dia aprendermos a viver unidos a Cristo e a vivenciar as pequenas mortes de cada momento em comunhão com Senhor que venceu a morte, a morte final será um ‘adormecer em Cristo’”, afirmou.

Por isso, mais que uma ocasião para lembrar-se dos irmãos falecidos, o dia de Finados é sempre uma oportunidade para alargar o conceito de vida, reforçando a esperança de um dia estar diante do Pai. A Igreja Católica também se faz presente nos cemitérios através de seus presbíteros, diáconos permanentes, agentes da Pastoral das Exéquias e leigos consagrados, celebrando missas, realizando ações pastorais e oferecendo assistência às famílias de pessoas falecidas. Na Arquidiocese do Rio de Janeiro, são mais de mil Ministros da Consolação e Esperança que trabalham nos 19 cemitérios da cidade levando esperança e consolação àqueles que perderam seus entes queridos.

Em seu artigo intitulado “Comunhão dos Santos” – publicado no Portal da Arquidiocese em 2010 –, o Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, lembrou que no dia de Finados a Igreja quer celebrar a vida.

“Em toda a liturgia do Dia de Finados, a Igreja quer, portanto, celebrar a vida. Lembramos a derrota do último inimigo (1Cor 15, 26). Viveremos no amor incomparável, no amor sem egoísmo, onde acontecerá a verdadeira partilha numa comunidade sem fronteiras e barreiras humanas, que tanto insistimos em levantar nesse nosso mundo. Nossa oração deve ser, sim, de agradecimento pela vida que nossos irmãos e irmãs têm agora em abundância.”

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Bento XVI: "A Nova Evangelização diz respeito a toda a vida da Igreja"

Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI presidiu, neste domingo, na Basílica de São Pedro, a celebração eucarística de encerramento da 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.

Em sua homilia, o Papa se deteve sobre a cura do cego Bartimeu que ocupa uma posição significativa na estrutura do Evangelho de Marcos, itinerário de fé que se desenvolve gradualmente na escola de Jesus. 

A condição de cegueira tem um significado denso nos Evangelhos. Representa o homem que tem necessidade da luz de Deus, a luz da fé, para conhecer verdadeiramente a realidade e caminhar pela estrada da vida. "Bartimeu não é cego de nascença, mas perdeu a vista: é o homem que perdeu a luz e está ciente disso, mas não perdeu a esperança. Num de seus escritos, Santo Agostinho interpreta Bartimeu como pessoa decaída duma condição de grande prosperidade e nos convida a refletir sobre o fato de que há riquezas preciosas na nossa vida que podemos perder e que não são materiais" – frisou Bento XVI.

"Nesta perspectiva, Bartimeu poderia representar aqueles que vivem em regiões de antiga evangelização, onde a luz da fé se debilitou, e se afastaram de Deus. São pessoas que deste modo perderam uma grande riqueza, decaíram duma alta dignidade – não econômica ou de poder terreno, mas a dignidade cristã –, perderam a orientação segura e firme da vida e tornaram-se, muitas vezes inconscientemente, mendigos no sentido da existência" - acrescentou o Pontífice.

O Papa destacou que "são muitas as pessoas que precisam de uma nova evangelização, ou seja, de um novo encontro com Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, que pode voltar a abrir os seus olhos e ensinar-lhes a estrada. A nova evangelização diz respeito a toda a vida da Igreja. Refere-se, em primeiro lugar, à pastoral ordinária que deve ser mais animada pelo fogo do Espírito a fim de incendiar os corações dos fiéis que frequentam regularmente a comunidade reunindo-se no dia do Senhor para se alimentarem de sua Palavra e do Pão de vida eterna." 

Bento XVI então sublinhou três linhas pastorais que emergiram do Sínodo. "A primeira diz respeito aos Sacramentos da iniciação cristã. Foi reafirmada a necessidade de acompanhar, com uma catequese adequada, a preparação para o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia; e reiterou-se também a importância da Penitência, sacramento da misericórdia de Deus. É através deste itinerário sacramental que passa o chamado do Senhor à santidade, dirigido a todos os cristãos."

A segunda é que "a nova evangelização está essencialmente ligada à missão ad gentes. A Igreja tem o dever de evangelizar, de anunciar a mensagem da salvação aos homens que ainda não conhecem Jesus Cristo". O Papa recordou que durante as reflexões sinodais, foi sublinhado que existem lugares na África, Ásia e Oceânia, onde os habitantes esperam com expectativa o primeiro anúncio do Evangelho. "Por isso, é preciso pedir ao Espírito Santo que suscite na Igreja um renovado dinamismo missionário, cujos protagonistas sejam, de modo especial, os agentes pastorais e os fiéis leigos. A globalização provocou um notável deslocamento de populações, pelo que se impõe a necessidade do primeiro anúncio também nos países de antiga evangelização" – frisou o Papa.

O terceiro aspecto diz respeito às pessoas batizadas que, porém, não vivem as exigências do Batismo. "Durante os trabalhos sinodais, foi posto em evidência que estas pessoas se encontram em todos os continentes, especialmente nos países secularizados. A Igreja dedica-lhes uma atenção especial, para que encontrem de novo Jesus Cristo, redescubram a alegria da fé e voltem à prática religiosa na comunidade dos fiéis. Para além dos métodos tradicionais de pastoral, sempre válidos, a Igreja procura lançar mão de novos métodos, valendo-se também de novas linguagens, apropriadas às diversas culturas do mundo, para implementar um diálogo de simpatia e amizade que se fundamenta em Deus que é Amor." 


Voltando à figura do cego Bartimeu, curado por Jesus, Bento XVI concluiu a homilia dizendo: "Assim são os novos evangelizadores: pessoas que fizeram a experiência de ser curadas por Deus, através de Jesus Cristo". (MJ)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Belém do Pará comemora o 220º Círio de Nazaré


Neste domingo, 14 de outubro, mais de 2 milhões de fiéis irão as ruas de Belém em procissão, louvando a Rainha da Amazônia. É o Círio de Nazaré, que reúne e move o povo paraense e os turistas, mostrando ao mundo a representatividade religiosa e cultural da Amazônia.

A saída da procissão está marcada para às 6h30 da manhã, após a tradicional missa, agendada para às 5h, em frente a Catedral da Fé, no bairro da Cidade Velha. A celebração que antecede a romaria será presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil,


Dom Giovanni Agnello. Após a missa, a Imagem Peregrina percorre cerca de 3,6 km de distância. A chegada está prevista, inicialmente, para 12h, na Praça Santuário de Nazaré.



Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos do Pará (Dieese-PA), a cada ano, um número maior de romeiros é atraído para participar do Círio. Em 2012, a procissão deverá reunir mais de 2 milhões de pessoas numa caminhada de fé pelas ruas da capital paraense, um verdadeiro espetáculo em homenagem a Maria de Nazaré.



Assim como em todas as 11 romarias oficiais, durante todo o trajeto do Círio, são prestadas várias homenagens à Imagem de Nossa Senhora, a procissão é marcada pela presença dos promesseiros que realizam diversas manifestações de fé, são pedidos, agradecimentos pelas graças alcançadas e os emocionantes pagamentos de promessas. Neste dia, as ruas e casas se enfeitam especialmente em homenagem à Santa. Após a grande romaria, a Imagem da Virgem fica exposta no altar, da Praça Santuário, para a visita dos fiéis durante os 15 dias da quadra nazarena.



Curiosidade - A devoção a Nossa Senhora de Nazaré remonta ao início da colonização portuguesa. O termo Círio vem da palavra latina "cereus", que significa vela ou tocha grande. Por ser a principal oferta dos fiéis nas procissões em Portugal, com o tempo, o termo passou a ser sinônimo da procissão de Nazaré aqui em Belém e de muitas outras pelas cidades do interior do Estado.



Corda – A Imagem da Santa Peregrina é conduzida dentro da Berlinda, que é puxada por um dos principais ícones do Círio, a corda, onde fica boa parte dos promesseiros. A corda foi inserida no Círio em 1855, quando, em decorrência das fortes chuvas, a feira do Ver-o-Peso ficava inundada. A solução foi atar cordas a fim de que os romeiros pudessem desatolar a Berlinda e agilizar a romaria.



A corda incorporou-se de tal forma à procissão que foi introduzida oficialmente em 1885 e tornou-se um dos mais fortes elementos do Círio, representando a intensidade da devoção mariana e o amor sem medidas à Padroeira dos Paraenses.



Núcleos e Estações - Com o intuito de buscar maior agilidade no percurso das procissões da Transladação e do Círio, e com a perspectiva da corda chegar atrelada a Berlinda, a Diretoria da Festa de Nazaré, desde o Círio 2004, alterou o formato da corda nestas procissões, que deixou de ser em forma de “U” para ser linear.



Na Trasladação e Círio de 2012, a corda continua sendo dividida em núcleos (da Cabeça e da Berlinda) e estações (são cinco no total). O núcleo da cabeça tem 11 metros e comporta 92 pessoas. Em cada estação são comportados 48 promesseiros.



Em 2011, a Diretoria da Festa de Nazaré e a Arquidiocese de Belém lançaram uma campanha que objetiva evitar o corte antecipado da corda do Círio e da Trasladação. A campanha foi motivada pela necessidade de manter vivo este símbolo tão importante da devoção à Nossa Senhora e, também, para evitar possíveis acidentes durante as procissões. Este ano a campanha foi reafirmada.



Este ano, como no ano passado, o arcebispo fará a benção da corda somente na Avenida Nazaré, próximo ao colégio Santa Catarina – e não na saída, como acontecia antes – e, após esse momento, a própria Guarda de Nazaré fará o corte e a entrega de fragmentos da corda aos fiéis.



Durante o Círio, agentes da Polícia Civil e Militar, além dos Guardas de Nazaré, estarão o tempo todo em alerta para identificar pessoas suspeitas de portar arma branca durante o trajeto. De acordo com a Diretoria da Festa, muitas pessoas que cortam a corda fazem isso para comercializar a terceiros. Quem for flagrado com faca durante a procissão será detido e responderá por porte de arma branca.



Curiosidades - Foi em 2004, que aconteceu o maior Círio da história, com o trajeto sendo cumprido em 9 horas e 15 minutos. Neste mesmo ano, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré foi registrado, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio cultural de natureza imaterial.



Milagres - São inúmeros os milagres atribuídos pelos cristãos à Virgem de Nazaré. O primeiro conhecido no mundo foi relatado pelo fidalgo Dom Fuas Roupinho, cujo cavalo galopava descontrolado para um abismo. Ao invocar a Virgem, o cavalo estancou, salvando o fidalgo da morte certa. Outro milagre é datado no ano de 1846, com os passageiros de um brigue português - embarcação de dois mastros comuns - denominado São João Batista, que deixou Belém rumo a Lisboa no dia onze de julho. Dias depois, o brigue naufragou e os passageiros foram salvos por um bote que os trouxe de volta à Belém. O brigue havia, anos antes, transportado a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré a Lisboa, para ser restaurada. O bote que salvou os náufragos também era o mesmo que tinha levado a Imagem até o brigue ancorado ao largo da cidade.



Durante a procissão do Círio, alguns carros são levados como representação dos milagres. Esses carros recebem os objetos das promessas que os devotos carregam durante a romaria. Ao todos são 13 carros: Carro de Plácido, Barca dos Escoteiros, Barca Nova, quatro Carros dos Anjos, Cesto de Promessas, Barca com Velas, Barca Portuguesa, Barca com Remos, Carro Dom Fuas e Carro da Santíssima Trindade.



História - A primeira procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré saiu na tarde do dia 8 de setembro de 1793. Na noite anterior, a Imagem da Santa havia sido transferida de sua ermida, na Estrada do Utinga, para o Palácio do Governo, com toda a pompa da época: 1.932 soldados da Milícia participaram do cortejo. A mobilização foi grande, tinha gente de toda a redondeza de Belém atraída pela feira que o governador determinou que fosse instalada no terreno que circundava a ermida, para a venda de produtos regionais. Desde a sua instituição, até 1881, a procissão saia da Capela do Palácio do Governo.



O Círio passou a ser realizado pela manhã em 1854, devido às fortes chuvas que aconteciam à tarde. A partir de 1882, o bispo Dom Macedo Costa, de comum acordo com o Presidente da Província, Dr. Justino Ferreira Carneiro, resolveu que o ponto de partida seria a Catedral da Sé, o que acontece até hoje.



O segundo domingo de outubro ficou definido como o dia de realização da procissão do Círio, em 1901. Em 1992, no Círio de número 200, a Imagem que saiu na procissão foi à autêntica, a peça encontrada por Plácido. Até o ano de 1999, a Missa foi celebrada no interior da Igreja, como a cada ano aumentava mais a participação do povo, a partir do ano 2000, a pedido do Padre José Gonçalo Vieira, Vigário da Cúria Arquidiocesana, a Missa passou a ser celebrada em um tablado em frente à Catedral.



No Pará, a devoção à Virgem nasce com a história do caboclo Plácido, que encontrou a pequena Imagem de Nossa Senhora de Nazaré às margem do Igarapé Murutucu, que corria pela atual travessa 14 de Março, onde hoje ficam os fundos da Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. Imaginando que algum devoto da cidade de Vigia havia esquecido a Imagem ali, levou-a para casa. No dia seguinte, não a encontrou. Ela havia retornado ao igarapé. Nova tentativa, novo retorno da Imagem ao nicho que havia escolhido.



A Imagem, então, teria sido levada para a Capela do Palácio do Governo da Província, onde ficou guardada por escolta. De manhã, não havia nada na Capela, a Imagem havia retornado ao igarapé. Obedecendo aos desejos da Virgem, à beira do igarapé foi construída uma ermida, que deu início à romaria e à devoção do povo paraense à Virgem de Nazaré. Hoje, a Basílica Santuário ocupa o local onde foi erguida a ermida para a Virgem de Nazaré.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ano da Fé será aberto no Brasil na festa da Padroeira


O Ano da Fé, que será oficialmente aberto pelo Papa Bento XVI em Roma nesta quinta-feira (11), terá início oficial na Igreja do Brasil no dia 12 de outubro, data em que se comemora a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. A abertura se dará durante a missa solene da festa no Santuário Nacional, às 10h, que terá a presidência do Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes.

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convidou Dom Claudio para presidir a Celebração Eucarística porque o Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, está em Roma onde participa da abertura a convite do papa.

Dom Damasceno explicou que esta não é a primeira vez em que o Papa proclama um Ano da Fé. “O Papa Paulo VI, que é hoje venerado como Servo de Deus, proclamou também o Ano da Fé em 1967”.

O presidente da CNBB ressaltou ainda que Bento XVI, na Carta Apostólica Porta fidei (Porta da Fé), recorda a beleza e a centralidade da fé a nível pessoal e comunitário e fazê-lo em uma dimensão missionária.

“Precisamos fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo e também na ótica da nova evangelização, isto é, fazer com que as pessoas que foram evangelizadas, mas que se esqueceram de Jesus recuperem a sua fé e retornem a vida da comunidade”, acrescentou o Cardeal.

Dom Damasceno reforçou que o Ano da Fé deve ser um momento para propor a leitura dos documentos do Concílio Vaticano II e aprofundar a sua reflexão para encontrar uma luz para nos guiar como cristãos no mundo de hoje.

“Portanto, a renovação da fé deve ser prioridade, um compromisso de toda a Igreja nos nossos dias”, acrescentou.

Diretoria da Festa de Nazaré abre oficialmente o Círio 2012

A quadra nazarena será aberta oficialmente nesta hoje, 9 de outubro, às 19h, pela Diretoria da a Festividade de Nossa Senhora de Nazaré 2012. A programação começa na Basílica Santuário de Nazaré e encerrará na Casa de Plácido (subsolo do Centro Social de Nazaré). A organização de uma das maiores manifestações religiosas do mundo é de responsabilidade da Arquidiocese de Belém, da Diretoria da Festa de Nazaré, da Basílica Santuário de Nazaré e dos Padres Barnabitas, que atuam unidos pela devoção à Virgem.

Como nos anos anteriores, a programação da abertura oficial do Círio, terá bênção no interior da Basílica, com a presença do Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira. O evento também será marcado pela inauguração das novas luzes da Basílica Santuário e dos Arcos do Círio. A novidade vai ficar por conta da inauguração do Memorial dedicado a festa de fé do povo paraense, o espaço “Memória de Nazaré”, localizado ao lado da Casa de Plácido.

domingo, 23 de setembro de 2012

Papa Bento XVI nomeia Dom Flávio Giovenale como Bispo de Santarém


Na manhã desta quarta-feira, às 9hs, em entrevista coletiva na Cúria, o administrador diocesano, Padre Luis Pinto anunciou na cidade Santarena que o papa Bento XVI nomeou Dom Flávio Giovenale - SDB como Bispo da Diocese de Santarém, antes em vacância com a saída de Dom Esmeraldo Barreto de Fariasque foi nomeado Arcebispo e transferido para a arquidiocese de Porto Velho/RO.
Dom Flávio Giovenale foi designado mas será empossado apenas no dia 16 de dezembro, estava como bispo de Abaetetuba (PA) desde 1997 até agora. Além disso, ele é secretário do Regional Norte 2 (Pará e Amapá) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, tem como lema episcopal "Sentiant omnes dilecti a Deo" (Que todos se sintam amados por Deus).

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

NOTA DE FALECIMENTO: Dom José Folaroso, bispo de Marabá.


“Eu sou a ressurreição e a vida. Que crê em mim mesmo que morra, viverá” Jo 11,25 
Dom Jesus Maria C. Berdonces, Presidente do Regional N2 da CNBB acaba de comunicar que recebeu a triste notícia do falecimento de Dom José Foralosso, Bispo emérito da Diocese de Marabá.Queremos juntos expressar nosso pesar por esse acontecimento. Dom José Foralosso com certeza já foi acolhido por Deus e por nossa amada Mãe, a Virgem Auxiliadora, patrona da família salesiana.Deus o recompense por todo o trabalho que realizou junto ao povo da Amazônia a quem dedicou sua vida com ternura de amigo, pastor zeloso e sempre preocupado com a situação conflituosa da região sul do Pará.Aos seus parentes, amigos, diocesanos, família salesiana e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, nossa solidariedade.“A vida pra quem acredita não é tirada, mas transformada”.D. JOSÉ FORALOSSO, nasceu em 15/03/1938, na cidade de Cervarese Santa Croce – Padova – Itália. Filho de Luigi Foralosso e Elena Marangoni Foralosso. Foi ordenado Padre no dia 22/12/1965, em Roma-Itália. Nomeado Bispo em20/11/1991. Sua ordenação ocorreu em 15/02/1992 na cidade de Campo Grande/MS e logo assumiu a Diocese de Guiratinga – Mato Grosso de 1992 à 1999. Em 27 de abril de 27/02/2000 assumiu a Diocese de Marabá onde permaneceu até abril de 2012 continuando nessa cidade como Bispo emérito, auxiliando Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces que foi nomeado pelo Papa Bento XVI, como Administrador Apostólico. Há mais de 2 meses estava em coma após um Acidente Vascular Cerebral – AVC e às 12h de hoje, dia 22 de agosto veio a falecer.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Semana Nacional da Família trata da família no âmbito do trabalho

Durante esta semana (12 a 18 de agosto) está acontecendo a Semanal Nacional da Família em todo Brasil. Desde pequenas comunidades paroquiais, até arquidioceses inteiras, estão refletindo sobre a temática da família, a partir do tema: ‘A Família: o trabalho e a festa’. Neste quinto dia de partilha e celebração, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), organizou um texto a partir das Catequeses preparatórias ao 7º Encontro Mundial das Famílias, que trata da família no âmbito do trabalho, como uma contribuição na reflexão.
Família e o trabalho
Hoje, o mercado do trabalho obriga não poucas pessoas, principalmente se são jovens e mulheres, às situações de incerteza constante, impedindo-os de trabalhar com a estabilidade e segurança econômica e social. Impondo “regras” individualistas e egoístas às gerações mais jovens na formação de uma família, e às famílias, a geração e a educação dos seus filhos.
O trabalho é o gesto de justiça com que as pessoas participam no bem da sociedade e contribuem para o bem comum.
A oportuna “flexibilidade” do trabalho, exigida pela chamada “globalização”, não justifica a permanente precariedade de quem tem na sua única “força trabalho” o recurso para assegurar para si mesmo e para a sua família o necessário para viver. Previdências sociais e mecanismos de proteção adequados devem fazer parte da economia do trabalho, a fim de que sobretudo as famílias que vivem os momentos mais delicados, como a maternidade, ou mais difíceis, como a enfermidade e o desemprego, possam contar com uma razoável segurança econômica.
Os ritmos de trabalho contemporâneos, estabelecidos pela economia consumista, limitam até quase anular os espaços da vida comum,  sobretudo em família. O perigo de que o trabalho se torne um ídolo é válido também para a família que esquece de Deus, deixando-se absorver completamente pelas ocupações mundanas, na convicção de que nelas se encontra a satisfação de todos os seus desejos. Isto acontece quando a atividade de trabalho detêm o primado absoluto das relações familiares e quando ambos os cônjuges buscam apenas o lucro econômico e depositam a sua felicidade unicamente no bem-estar material.
O justo equilíbrio de trabalho exige que todos os membros da família tenham discernimento acerca das opções domésticas e profissionais: no trabalho doméstico, todos os membros da família são convidados a colaborar, e não somente as mulheres e a atividade profissional não diminua o relacionamento familiar. Infelizmente, atualmente, a ideologia do lucro e do consumo impedem muitos membros da família a buscarem, com sabedoria e harmonia, o equilíbrio entre trabalho e família. A condição da vida humana prevê para a família cansaço e  dor, sobretudo no que diz respeito ao trabalho para o próprio sustento.
No entanto, o cansaço derivado do trabalho encontra sentido e alívio quando é assumido não para o enriquecimento egoísta pessoal, mas sim para compartilhar os recursos de vida na lógica cristã, dentro e fora da família, especialmente com os mais pobres.
No que se refere aos filhos, às vezes os pais “pecam“ ao evitar que os filhos enfrentem qualquer dificuldade. Pois, essa prática pode tornar os filhos incapazes de assumirem num futuro próximo suas responsabilidades.
Aos pais e filhos deve-se sempre recordar que a família é a primeira escola de trabalho e gratuidade, onde se aprende a ser responsável por si mesmo e pelos outros. A vida familiar, com as suas tarefas domésticas, ensina a apreciar o cansaço e a fortalecer a vontade em vista do bem-estar comum e do bem recíproco.
Precisamos promover políticas públicas e sociais que coloquem no centro o ser humano e salvaguardem a criação para garantir a dignidade humana/familiar e o justo equilíbrio do trabalho na vida familiar.
Além é claro de uma atenção aos pobres, uma dimensão da família saudável, que é uma das mais bonitas formas de amor ao próximo, que uma família possa viver. Saber que mediante o próprio trabalho se ajuda aqueles que não dispõem do que lhes é necessário para viver, fortalece o compromisso e sustêm no cansaço. E mais ainda quando a família se empenha com a promoção da justiça social colaborando para que as políticas públicas tenham como centro a pessoa humana desde do início ao fim natural da sua vida.
Dessa forma a família se torna um sinal de contradição da propriedade egoísta da riqueza e da indiferença pelo bem comum.
Os membros da família ainda são convidados a oferecer aquilo que possuem a quantos nada têm, compartilhar com os pobres as próprias riquezas, procurando reconhecer que tudo o que recebemos é graça, e que na origem da nossa prosperidade existe um dom de Deus, que não pode ser conservado para nós mesmos, mas há de ser dividido com os outro.
Semana Nacional da Família 2012
Faça algo pela sua família nesta semana!
- Crie um momento para o "dever de sentar juntos e conversar": uma conversa durante as refeições que se prolongue para além do comer; iniciar e terminar as refeições com orações; reservar meia hora para uma conversa entre os membros da casa, relembrando momentos bons vividos em família (nascimentos, festas, fatos engraçados, conquistas, celebrações, alegrias). Reserve um momento especial para uma conversa do casal e faça  um passeio em família para algum lugar agradável.
- Com os membros da família procure fazer um trabalho voluntário: hospitais, casa de idosos, creche, Paroquia , arrecadação  e distribuição de alimentos, visitas...  
 fonte(cnbb)

31. 2012. HÁ VAGAS


Dom Alberto Taveira Corrêa
 Arcebispo Metropolitano de Belém
 
O Povo de Deus, conduzido por Moisés através do deserto, rumo à Terra Prometida, passou por muitas e diversificadas crises. O próprio Moisés passou suas dificuldades, pois devia conduzir uma multidão de gente de cabeça dura. Como muitos líderes de todas as épocas da história, a conselho de seu sogro (Cf. Ex 18,1-27), aprendeu a compartilhar seu trabalho com homens escolhidos, sem acumular nas próprias mãos o poder e as múltiplas tarefas que comportava o cuidado da viagem pelo deserto. Aarão, Josué e tantos outros encontraram seu lugar para viver ao lado de Moisés o chamado que lhes era próprio.
O correr da história sagrada apresenta juízes, profetas e reis, todos chamados a exercer um serviço inestimável, chamados e inspirados por Deus. E que dizer de mulheres fortes, como Sara, Rute, Judite, Débora e muitas outras? Muitas foram as pessoas conduzidas pelo Espírito do Senhor, cuja lembrança a Escritura registra, para que as sucessivas gerações estivessem abertas ao apelo de Deus. E não foram poucas as circunstâncias e os desafios experimentados por todas estas pessoas, preciosas aos olhos de Deus.
Os Evangelhos se abrem com a graça do chamado: Maria e José, Zacarias e Isabel, Simeão e a Profetiza Ana, os discípulos de Jesus e dentre eles os doze apóstolos. E do meio do povo que seguia Jesus, conversões, curas, seguimento estrito do Senhor se multiplicam, oferecendo a moldura para toda aventura que se chame humana. Mais adiante, no Tempo do Espírito relatado pelos Atos dos Apóstolos, entram na lista Ler e rezar a Escritura Sagrada é envolver-se com o mistério do chamado, a graça da vocação. Homens firmes e provados, como os primeiros Diáconos, convertidos como o Eunuco da estrada de Gaza, ou o Centurião Cornélio ou, mais do que todos, São Paulo, o Apóstolo das Gentes. Em todos resplandece as armadilhas de amor tramadas por Deus para a graça do chamado.
Na Igreja de Jesus Cristo, em todas as épocas e situações, a realidade do chamado se faz presente. Vocação foi o chamado de eremitas e monges, cuja solidão foi habitada pela presença do Senhor e pelas muitas pessoas que desde o princípio foram atrás deles, porque procuravam Deus. Sua vida suscitou seguidores e até hoje existem e sempre existirão pessoas chamadas ao silêncio e ao claustro. Vocação são os grandes Carismas, a pobreza com São Francisco, a Contemplação com São João da Cruz e Santa Teresa D’Ávila, a pregação com São Domingos. Vocação foi o apelo de Deus para o surgimento das Ordens e Congregações Religiosas, criadas para responder aos desafios sociais, à educação das crianças, adolescentes e jovens, ao cuidado da saúde, como as famílias de pessoas consagradas que Deus inspirou no século dezenove e no início do século vinte ou muitas Congregações missionárias. Vocação são as novas formas de dedicação a Deus, chamadas “Comunidades Novas”.
Desde o princípio, o Senhor chamou homens para o Episcopado, o Presbiterado e o Diaconado, o ministério ordenado, para o serviço da Palavra, do Altar e do Pastoreio. Trata-se de um chamado específico dentro da Igreja, são as vocações que brotam em nossas Comunidades Paroquiais.
E se alguém não se sentir tocado por tais “vagas” de trabalho, certamente é porque seu lugar, de uma imensa e qualificada maioria, é a do leigo ou leiga, presente na Igreja, comprometido com os valores do Evangelho, vocação magnífica para ser sal, luz e fermento no mundo, oferecendo-se como hóstia agradável a Deus.
Mais ainda! Que lugar carregado de dignidade é aquele ocupado pelas pessoas chamadas ao Matrimônio, homens e mulheres encarregados de realizar nos lares cristãos a imagem do relacionamento existente na família mais perfeita, Pai e Filho e Espírito Santo.
Existe um mistério que toca de perto todos os homens e mulheres batizados, sem exceção, o olhar pessoal de Deus, nosso Criador e Guia, que quer dizer de novo, neste mês dedicado às vocações (Cf. Mt 20,1-16): “Por que estais aí o dia inteiro desocupados? Ide vós também para a minha vinha”. Deus acompanha os fiéis e os cumula com sua inesgotável bondade, restaurando o que por Ele mesmo foi criado e conservando o que foi restaurado. Há muito a fazer, quando as pessoas, mesmo quando não se expressam assim, gritam insistentemente (Jo 6,28): “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Quem acolhe sua graça não pode ficar indiferente! O mundo em que vivemos clama pela nossa resposta ao chamado de Deus e pelo nosso testemunho qualificado, grita pela nossa vocação!
fonte(cnbb norte 2)